Final Fantasy XIII-2 tenta corrigir erros do antecessor
16th janeiro 2012 · 0 Comments

Final Fantasy XIII foi um dos mais controversos episódios da saga de RPG da Square Enix e também o que deixou a dúvida: será que os produtores japoneses perderam a fórmula de fazer jogos inesquecíveis como os criados nas décadas passadas ou os jogos ocidentais elevaram o patamar de desenvolvimento?
O lançamento de Final Fantasy XIII-2, que acontece dia 31 de janeiro no Brasil, vai determinar também o futuro da série. Após fortes críticas recebidas, a equipe da Square Enix precisou retrabalhar diversos conceitos, principalmente o design dos mapas e lutas.
Disponível desde semana passada na PlayStation Network, a demonstração jogável de FFXIII-2 mostra bons sinais de mudanças. A primeira é o aparente abandono da linearidade, que dá lugar a mapas maiores e com mais saídas. A julgar pelos demonstrados, o design dos mapas chega muito próximo ao visto em Final Fantasy X, de PS2, onde a linearidade andava de mãos dadas com bons layouts de dungeons e cidades.

No controle da personagem Serah e do estreante Noel, a demo indica que o enredo terá como foco inicial a busca pela protagonista Lightning, desaparecida após os acontecimentos de Final Fantasy XIII. Ao contrário do que aconteceu em Final Fantasy X, a personalidade e o tom do jogo não vão mudar.
Nas batalhas, poucas mudanças equilibram o consistente sistema criado no jogo anterior. Goste você ou não, o Command Synergy Battle mostrou ser um dos poucos acertos de Final Fantasy XIII e retorna com pouquíssimas mudanças. A mais clara é a possibilidade de adicionar monstros a sua equipe após derrotá-los em batalhas. Os monstros sobem de nível e aprendem novas funções. A Square Enix foi buscar inspiração nos poucos RPGs orientais que ainda dão certo: Pokémon e Monster Hunter.
A forma como as batalhas começam também mudou. Nada de encontros pré-determinados com monstros passeando pelos cenários. A série volta ao famigerado sistema de encontros randômicos, só que com uma sacada muito boa: o Mog Clock. No começo é complicado entender a mecânica do relógio que surge quando os inimigos são encontrados, ao andar pelos cenários. Um contador determina o tempo que você tem para sair da área indicada sem tocar nos inimigos. Se você conseguir fazer isso, não precisará lutar. Muitos fatores vão influenciar o tempo de duração, a área e a velocidade dos monstros dentro do Mog Clock e isso torna o encontro bastante diferente de tudo que já foi feito na série. E nós gostamos.
Com um time de produtores que não trabalharam nos clássicos episódios da série, Final Fantasy XIII-2 se livra de algumas obrigações e finalmente devolve aos fãs todas as críticas realizadas. Final Fantasy XIII-2 nos pareceu quase um pedido de retratação pelos erros cometidos anteriormente. Resta saber se vamos precisar de mais 20 horas de jogo antes dele de fato começar.

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